STALIN
15/11/2004
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A VERDADE SOBRE O CULTO À PERSONALIDADE
por:Cristiano Alves
AS MENTIRAS SOBRE O "CULTO DA PERSONALIDADE" PROMOVIDO POR STALIN
Introdução
Muito se tem falado sobre os tempos de Stalin, calúnias, calúnias e mais calúnias difundidas em livros, revistas, filmes, canais de TV e panfletos de agentes da burguesia. Tem-se procurado mostrar os tempos de Stalin, o maior expositor do socialismo no século XX depois de Lenin, como tempos sombrios e "totalitários", fazendo então com que a burguesia tente compará-lo aos governos fascistas de Hitler e Mussolini, levando portanto à criação de infúndios que traçam erroneamente um paralelo entre ditadura do proletariado e ditadura fascista, entre socialismo e nazismo... É portanto nesse contexto que os ideólogos da burguesia buscam histórias fantabulásticas como as das supostas "milhões de vítimas do comunismo", mostrando-as descaradamente em níveis superiores às do holocausto hitlerista, e para complementar na sua receita do seu "bolo de mentiras com recheio de hipocrisia" adiciona-se o ingrediente conhecido como "culto da personalidade do 'chefe'" para dar ao sistema social socialista um aspecto de despótico, mas vamos à verdade.
O que os inimigos do povo chamam de "culto da personalidade" no sistema socialista? Eles sustentam que o culto inicia-se quando alguém valoriza algo ou alguém mais do que a si mesmo. Sigamos a afirmativa no campo do "algo"... Dentro dessa linha de raciocínio podemos dizer que Marx cultuou a filosofia e a economia, bem como um marxista(que precisa estar estudando Marx constantemente) é alguém que cultua as idéias de Marx, bem como um jogador de futebol é alguém que cultua uma bola, ou que um indivíduo que gosta de música é alguém que cultua a música, e assim se prossegue contando ridículos e mais ridículos...
Se seguirmos a afirmação de que o culto se dá ao valorizar uma outra pessoa mais do que a si mesmo então podemos dizer que os filhos cultuam seus pais, bem como podemos afirmar que um indivíduo que tem na estante de sua casa ou na mesa do seu escritório uma foto de um familiar já falecido é um animista, ou seja, alguém que cultua os antepassados. Seguindo ainda o tal raciocínio podemos dizer que todos aqueles que tem uma foto ou lembrança de um ente querido são pessoas que cultuam esses entes e realizam um "culto da personalidade", bem como podemos dizer que alguém que dá a vida por uma causa coletiva é alguém que "cultua seus camaradas" e por aí se prossegue no ridículo... Portanto ficam derrubados os argumentos de "culto" por eles próprios, por falta de fundamentação e mergulho no ridículo.
A História
A grande popularidade de Stalin fazia com que o povo tivesse prazer em tê-lo como líder e guia na caminhada para o comunismo. Eram compostos poemas, canções, pintados quadros e pôsteres sobre Stalin, erguiam-se para ele monumentos e batizavam vários estabelecimentos e até veículos militares com seu nome(processo semelhante aconteceu com Lenin). Todavia apesar do fato haviam pessoas que encontravam nessa prática da homenagem um cobertor para suas posições anti-marxistas e guinadas oportunistas.
Havia retratos de Stalin por todas as cidades, mostrando um homem de meia-idade, no apogeu de sua vitalidade, majestoso, e bem mais alto do que os outros mebros da cúpula do partido. Não havia escritório ou casa de família, em todas as partes da URSS, onde não se encontrassem retratos seus, sempre em lugar de destaque.1
Lion Feuchtwanger, em 1937, interrogou Stalin sobre o gigantesco aparato de propaganda pessoal. O líder soviético "desculou-se em nome dos operários e camponeses, dedicados demais no trabalho para que pudessem se preocupar em cultivar o bom gosto..." Sugeriu que, talvez, "os que se ocupassem daquilo fossem pessoas que tivessem tardado em reconhecer a existência do regime e que, naquele momento, estariam tentando provar sua lealdade e zelo redobrados". O próprio Stalin em numerosas ocasiões veio a ridicularizar o "culto" em numerosas ocasiões.
De acordo com sua biografia oficial, Stalin não concordava com o procedimento dos "camaradas", excessivamente preocupados em elogiá-lo. Segundo Nikita Kruschev, o próprio Stalin fez questão de acrescentar o seguinte trecho ao trabalho dos biógrafos: "Embora tenha cumprido com grande brilho a tarefa de líder do povo e do partido, e merecido o apoio e a solidariedade de todo o povo soviético, Stalin jamais maculou seu desempenho com qualquer traço de vaidade ou orgulho e jamais cometeu um auto-elogio".2
Vale salientar que foi para se defenderem, ficarem famosos e bem vistos que traidores como Ilya Eremburg, Nikita Khruschev, Karl Radek, Yevgeniy Yevtushenko e outros, homenagearam Stalin com seus talentos de oratória e literatura para fazer disso um cobertor para ocultar sua verdadeira face inimiga do povo e de Stalin.
O Início
O iniciador do "culto à personalidade de Stalin" foi Karl Radek, que alegou traição no seu julgamento público em 1937.
Um típico exemplo do "culto" exemplifica-se na frase abaixo:
"Miseráveis pigmeus! Levantaram suas mãos contra o maior de todos os homens vivos, nosso sábio camarada Stalin. Nós asseguramos a você, camarada Stalin, que nós aumentaremos nossa vigilância stalinista ainda mais e cerraremos nossas fileiras em volta do Comitê Central Stalinista e do grande Stalin".
O autor dessas palavras acima foi Nikita Khruschev, que em 1956 denunciou o "culto" como indicação da vaidade e poder pessoal de Stalin.
Dizem alguns que foi Khruschev também que introduziu o termo "Vozhd" para Stalin. Para alguns o termo "Vozhd" equivale ao "führer" nazista ou ao "dulce" fascista, todavia torna-se equivocada tal posição, pois vale lembrar que Lenin era chamado pelo povo de "Grande Líder do Proletariado", "líder" ou "guia" da revolução. Em russo o termo "líder" se define por "vozhd".
Por que os revisionistas constuíram um "culto da personalidade" em torno de Stalin?
Ao que se sabe o partido comunista recrutou para as suas fileiras um grande número de pessoas que não tinham uma posição claramente marxista-leninista devido à falta de quadros no partido após a guerra civil, resultando então em grande número deles na liderança do governo. Foi criando esse "culto" que fez com que as ações desse grupo, tais como as prisões de 1934 e 1938(quando tinham influência nas forças de segurança), fossem vistas como atitudes tomadas pelo camarada Stalin, tendo então assim um pretexto para acusá-lo de ter "quebrado a legalidade socialista".
O próprio Stalin recorda em uma conversação com o escritor e jornalista alemão Lion Feuchtwanger, em 1936, que o "culto da personalidade" foi iniciado pelos seus oponentes políticos:
"...com o objetivo de desacreditá-lo em uma data posterior."
Claramente, a "desconfiança patológica" de algum de seus colegas, da qual Khruschev tanto se queixava em seu discurso secreto no XX Congresso, não era ao todo patológica!
NOTA: É importante não exagerar na extensão das falhas de justiça cometidas pelos revisionistas
Em 1960 a propaganda anti-soviética, originalmente publicada na Alemanha Nazista, foi republicada por um antigo agente do serviço secreto britânico, chamado Robert Conquest, sob a mais respeitável cobertura da Universidade de Harvard. Em seu livro "O Grande Terror" de 1969, Conquest põe o número das "vítimas de Stalin" entre "5 e 6 milhões".
Todavia em 1980, o mesmo Conquest alegava que em 1939 haviam entre 25 e 30 milhões de prisioneiros na União Soviética, e que em 1950 haviam 12 milhões de prisioneiros políticos.
Quando na era Gorbatchev os arquivos secretos do Comitê Central do PCUS foram abertos para os pesquisadores, foi descoberto que o número de prisioneiros políticos em 1939 haviam sido 454.000, não os milhões clamados por Conquest.
Se adicionarmos aqueles que estavam na prisão por ofensas não-políticas, temos o número de 2.5 milhões, isto é, 2,4% da população adulta.
Em contraste, haviam nos Estados Unidos em 1996, de acordo com dados oficiais, 5,5 milhões de pessoas na prisão, ou 2,8% da população adulta.
Isto é, o número de prisioneiros nos EUA hoje é de 3 milhões a mais do que o máximo de pessoas presas na União Soviética.
Para conhecer mais especificamente o processo de fabricação das mentiras sobre a URSS e a pessoa de Stalin, os números originais de presos e a verdade, sugere-se a leitura do documento "As mentiras sobre a URSS".
Pergunta-se:
Após tamanhas e incontáveis mentiras, calúnias e difamações divulgadas pela burguesia, que é extremamente reacionária e acima de tudo idolatra a mentira e seus fins, para que se faça desacreditar a força do povo, a justiça, a razão, a sobriedade, a liberdade, a luta dos povos, a sanidade, o trabalho, o socialismo e o comunismo, somando-se a isso a figura de seus líderes, fica a questão: ATÉ QUANDO VOCÊ IRÁ ACREDITAR NAS MENTIRAS DIFUNDIDAS PELA BURGUESIA?
1- HOOBLER, Dorothy e Thomas. Coleção Os Grandes Líderes: Stálin. Nova cultural, 1987
2- Idem.
Referências bibliográficas:
BLAND, Will B. Stalin: The myth and the reality. Um documento originalmente agendado para ser lido por Bill Bland na Conferência de "Luta Internacional: Marxista-Leninista" em outubro de 1999; Paris.(Trad. parcial de Cristiano Alves)
SOUSA, Mario. Mentiras sobre a União Soviética. Documento elaborado por Mário Sousa e divulgado
pelo jornal Proletären, do Partido Comunista Marxista-Leninista Revolucionário da Suécia(KPML(r)) e publicado na Northstar Compass, arquivado na Página Vermelha.
CONQUEST, Robert. The Great Terror
Dados da American Historical Review e do Bureau of Statistics Home Page(http://www.ojp.usdoj.gov/bjs/)
Autor: PAGINA VERMELHA